A transição global para a energia limpa, o aumento dos orçamentos de defesa e o avanço tecnológico criaram uma demanda sem precedentes por elementos de terras raras e minerais essenciais para veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e sistemas de defesa. No entanto, a floresta amazônica — que abriga depósitos significativos desses materiais — está se tornando um campo de batalha onde os recursos necessários para um futuro sustentável são extraídos por meio de operações controladas por grupos armados, envolvendo violações sistemáticas dos direitos humanos e devastação ambiental.

Enquanto os governos latino-americanos lutam para mapear as reservas e regulamentar a extração, redes criminosas se infiltraram no setor. O ELN e a Segunda Marquetalia (dissidentes das FARC) — organizações colombianas designadas como terroristas —, juntamente com garimpeiros estrangeiros e membros de agências governamentais venezuelanas envolvidas no comércio ilegal de minerais, agora controlam operações significativas de extração na Amazônia. Esses grupos driblam a fiscalização e canalizam os minerais para as cadeias de abastecimento globais por meio da violência, fazendo com que diferentes participantes da cadeia de suprimentos se tornem financiadores do terrorismo e de abusos — independentemente de saberem ou não sobre a proveniência desses materiais.