Comunidades da Amazônia, como a localidade de Chorrobocón, na Colômbia, perto da fronteira com a Venezuela, começaram a se interessar por minerais críticos como alternativa à extração de ouro. Embora o coltan, o estanho e as terras raras pareçam uma opção diferente, ela não está livre de riscos. A disputa pelo controle desses recursos estratégicos não ocorre apenas entre EUA e China, mas também entre empresários e grupos armados que se impõem com violência, afetando as comunidades locais. Neste documentário, mostramos as promessas e ameaças enfrentadas por aqueles que querem entrar em um dos mercados mais cobiçados na geopolítica atual.
De regiões muito remotas Amazônia, saem para o mercado mundial terras raras e minerais críticos como coltan, estanho, tungstênio e outros. A extração ilegal está sob o controle de grupos armados aliados a forças estatais e empresários corruptos, que agem com violência contra as populações locais e estão devastando a floresta. Enquanto isso, a disputa geopolítica pela obtenção desses recursos se intensifica, tendo os Estados Unidos e a China como protagonistas. Contamos tudo isso neste documentário.
Na fronteira entre Colômbia e Venezuela, compradores chineses, guerrilheiros colombianos, forças estatais corruptas e comunidades indígenas se enfrentam em uma violenta concorrência por materiais que estão no centro da rivalidade geopolítica do século XXI. A transição energética global, combinada com o aumento dos orçamentos de defesa e o desenvolvimento tecnológico, gerou uma demanda nunca vista por elementos de terras raras e minerais críticos. São componentes essenciais para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares, sistemas de defesa e aeroespaciais, como mísseis, munições perfurantes, óculos de visão noturna e motores de aeronaves.
Nas florestas colombianas, onde o verde profundo da Amazônia se choca com a pobreza e a marginalização, prospera um negócio oculto e perigoso. Nos recantos remotos de Guainía, comunidades indígenas como os Puinave estão presas ao garimpo ilegal, uma atividade que lhes permite sobreviver, mas ameaça destruir a terra que habitam. Com o declínio do ouro, os minerais estratégicos surgem como uma promessa de futuro. No entanto, essa nova corrida por minérios, que promete ser menos poluente que a mineração de ouro, pode acarretar enormes riscos ambientais e sociais.
Nas paisagens remotas da região da Orinoquia, o projeto Mynastic surge como uma aposta revolucionária para a mineração de terras raras na Colômbia. Por trás de seu suposto potencial econômico e tecnológico, há uma complexa teia de conflitos jurídicos, tensões internacionais e disputas territoriais.
Nas regiões fronteiriças entre Colômbia e Venezuela, desde as zonas áridas e rochosas de savana próximas ao rio Orinoco até as densas e ricas extensões da floresta amazônica, encontram-se alguns dos minerais mais cobiçados da Terra. Sua existência evidencia uma brutal contradição: os minerais críticos essenciais para as tecnologias de energia verde e de defesa são extraídos por meio de operações que destroem comunidades indígenas, afetam ecossistemas vitais e alimentam a violência guerrilheira, enquanto as potências globais competem por esses mesmos recursos para construir o que chamam de futuro sustentável. Aqui, onde comunidades indígenas vivem há milênios, acontece um novo tipo de invasão.