Comunidades da Amazônia, como a localidade de Chorrobocón, na Colômbia, perto da fronteira com a Venezuela, começaram a se interessar por minerais críticos como alternativa à extração de ouro. Embora o coltan, o estanho e as terras raras pareçam uma opção diferente, ela não está livre de riscos. A disputa pelo controle desses recursos estratégicos não ocorre apenas entre EUA e China, mas também entre empresários e grupos armados que se impõem com violência, afetando as comunidades locais. Neste documentário, mostramos as promessas e ameaças enfrentadas por aqueles que querem entrar em um dos mercados mais cobiçados na geopolítica atual.

Apesar da abundância de ouro na Amazônia colombiana, as reservas em certos rios, exploradas ilegalmente há anos, estão diminuindo. Por isso, as comunidades indígenas que trabalham na mineração começaram a olhar com interesse para o mercado de minerais críticos, materiais que abundam em suas terras e que oferecem, em teoria, outra perspectiva de futuro. 

Durante anos, essas comunidades têm sido acusadas pela contaminação causada pela extração de ouro, atividade considerada crime, especialmente nas áreas protegidas da Amazônia colombiana. O uso de mercúrio tem consequências para a saúde dos que trabalham com ele, mas também para o meio ambiente. O contato do mineral com os rios e a fauna amplifica a toxicidade e o risco. Porém, usar mercúrio não é necessário na extração de areias negras, que contêm minerais como coltan, estanho e outros, essenciais para a transição para energias limpas e outras tecnologias.

O boom das terras raras chegou a lugares tão remotos como Chorrobocón, uma comunidade puinave localizada em Guainía, Colômbia, cuja única atividade econômica rentável é a mineração.

Nesta segunda parte da nossa série sobre minerais críticos, conversamos com mineradores indígenas, líderes comunitários, especialistas e autoridades para aprofundar as possibilidades oferecidas pelos elementos de terras raras e as consequências de entrar na dinâmica do mercado mais disputado da atualidade.

Você pode assistir a primeira parte da série “Como os minerais críticos alimentam a violência na Amazônia” e ler o especial completo “O preço do progresso: O lado sombrio dos minerais críticos na Amazônia”.

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